Ministro da Economia

O ministro da Economia, Martín Guzmán, explicou que houve um entendimento com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para que a Argentina possa «ter um papel moderadamente expansivo».

Com metas de redução gradual do déficit primário, mas sem que os efeitos do ajuste fiscal repercutam sobre os níveis de investimento estatal e os salários.

Para 2022, o déficit primário foi determinado em 2,5%, para 2023 em 1,9% e para 2024 em 0,9% do Produto Interno Bruto, informou Guzmán em entrevista coletiva no microcinema do Palácio da Fazenda, junto com o Ministro-chefe da Casa Civil, Juan Manzur.

Por sua vez, também anunciou uma redução «gradual e decisiva» da assistência do Banco Central (BCRA) ao Tesouro Nacional, além de ter uma estrutura de taxa juros real positiva e avançar na reconstrução da dívida pública em moeda local.

Em entrevista coletiva no microcinema do Palácio da Fazenda, Guzmán afirmou que foi combinado com o FMI avançar com uma abordagem integral da inflação, levando em conta que se trata de «um fenômeno multicausal».

O ministro da Economia afirmou que o governo de Mauricio Macri deixou o país «com uma dívida esmagadora» e que buscou-se uma renegociação com o FMI «sem comprometer as possibilidades de desenvolvimento», ao mesmo tempo em que assegurou que ainda falta «trabalhar nos memorandos das políticas económicas e financeiras» com o organismo de crédito e que isso levaria «algumas semanas».

Finalmente, Guzmán garantiu que «não haverá nenhum salto cambial» que venha a representar modificações substanciais na cotação do dólar, como consequência do entendimento com o Fundo.(telam.com.ar)

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